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quinta-feira, dezembro 30, 2010



Solidão
Sinto-me só, muito só. Será que você não sabe?
Estou procurando uma direção para conseguir voltar a lucidez.
Você sabe, eu sei que sabe.
Perco toda a confiança que tinha em mim e faço com as lágrimas um mar de amargura dentro do meu peito, mas juro, não imploro pra ninguém voltar pra minhas lágrimas amargas.
-Sâmera Monteiro-

segunda-feira, outubro 04, 2010


Ó mãe!
Dia de eleição acordo cerca de 7:30 olho para rua e ali está milhões de papéis, santinhos que literalmente os eleitores chamam de "santos" e simplesmente imagino o quanto somos usados pela política, como o nosso voto enriquece dezenas de ladrões de colarinhos brancos, o quanto a política mexe com nossas vidas, como há tantas opiniões em relação ao país e ao estado e mesmo assim com tantas opiniões, com tantas justificativas, ainda há pessoas tolas e eleitores que brigam e matam por um candidato qualquer.Somos o que? uma espécie de FDP pra deixar essa corja de ladrões tomar nosso estado? NÃO, somos os patrões, entenderam? somos os patrões, eles só vão prO senado e pro governo se deixarmos, só são admitidos ou readmitidos se quisermos, entendam eles trabalham pra vocês, eles estão lá por você e mesmo assim não consigo entender o porque contrataram novamente maus profissionais políticos pra o nosso governo.
Meu sentimento com os eleitores maranhenses é de decepção, nunca pensei que apanhar tivesse tanta importância na vida desses eleitores, infelizmente tenho que admitir que gostam de ser maltratados,fico me perguntando porque não mostraram nas urnas que são eleitores conscientes, parece não terem compromisso com a educação, entendo assim que odeiam uma saúde de qualidade e que adoram mesmo é serem usados ou comprados por pequenas quantias ou por qualquer asfalto mal posto que dura apenas semana.
Devem está comentado que não sou ninguém pra falar de política, porém sou sim, sou eleitora, estudante e pobre ,mas o que realmente não consigo entender não é a política, política é questão relativa, não consigo entender mesmo, é de onde vem tanta "burrice" social,pois mesmo que seja relativa, temos que entender que assim não há mudança, que assim não há desenvolvimento.Que porra é essa? Que governo bigodudo é esse?. Peço encarecidamente, por favor sejamos um povo mais sensato, uma sociedade mais justa com todos, digam não a oligarquia SARNEY e não preparem as a acomodações deles no palácio dos leões.

sábado, setembro 04, 2010


Xiii!!!!

Já está chegando o final de todos os sonhos de adolescência que iludiam minha vida de mais que está pra menos, mas a velhice resguarda sonhos que adolescência não consegue chegar ou melhor cair dentro deles.Eu envelheço, vocês se divertem, todo mundo se fode e no futuro temos historia pra contar(...)
*Monteiro*

terça-feira, agosto 31, 2010

Ode à Corrupção, de Elisa Lucinda
*Popularizado pela cantora Ana Carolina em seu álbum Ana Carolina & Seu Jorge

Só de sacanagem
Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais! Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz!
Meu coração está no escuro, mas a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. "Não roubarás!", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar!
Até hábeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear!
Mais honesto ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: "Deixe de ser bobo! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!"
E eu vou dizer: "Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos."
Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambau!
Dirão: "É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!"
E eu direi: "Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!"
Sei que não dá pra mudar o começo,Mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o Final!

sábado, julho 31, 2010


D.A: de figurantes à protagonistas
“Vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer”. É com este trecho da música belíssima de Geraldo Vandré que daremos início ao nosso protesto, pois chega de ficar de braços cruzados, esperando alguma atuação da gestão “Motivos para fazer”, que há quase um ano assumiu a coordenação do diretório acadêmico de Letras e nada fez. Os motivos para arregaçarem as mangas e fazerem alguma coisa são muitos, pena que não fazem nada.
Nosso diretório acadêmico, para quem não sabe, têm uma historia muito rica de lutas e conquistas estudantis. Já tivemos uma representação na EXNEL (Executiva Nacional dos Estudantes de Letras), já foi realizado um encontro nacional dos estudantes de letras neste campus, tudo isso, graças a militantes engajados e comprometidos com o movimento estudantil, não é à toa que Josias Morais é tão homenageado.
O encontro maranhense dos estudantes de letras (EMEL) que não acontecia há seis anos, este ano realizou-se graças ao engajamento de nossos executivos estaduais, entre os quais podemos citar Cláudia (Cauu) que é acadêmica deste campus. Que esteve à frente deste projeto, o qual foi idealizado ainda na gestão passada do DA de Letras “ipses litteres”.
É importante esclarecer aos acadêmicos que se houve delegação para o EMEL (Encontro Maranhense dos Estudantes de Letras) e ENEL (Encontro Nacional dos Estudantes de Letras) não foi por mérito da atual gestão do DA de Letras, mas sim por acadêmicos que se disponibilizaram e deram a cara à tapa para que a UEMA-CESI tivesse representação em tais eventos.
Enquanto esses acadêmicos corriam para resolver problemas relacionados ao transportes dos encontristas, a coordenação deste DA esteve totalmente omissa e fez a seguinte declaração em uma das reuniões da delegação: “ainda bem que não me envolvi nisso, pois não quero dor de cabeça para minha vida”.
É este o DA que nos representa?.
É lamentável que pessoas que não tem a mínima noção do que é, e o que representa o DA de Letras, estejam nos “representando”.
Observamos um DA em total inércia, descomprometido com a militância estudantil. O que nos deixa as seguintes interrogações: Será que eles sabem qual é a função do diretório acadêmico? Será que estão na coordenação apenas por estatus?
Queridos REPRESENTANTES, queremos esclarecer que diretório acadêmico ou centro acadêmico é a base de todo o movimento de um curso, é o local para se fazer críticas e fazer valer nossos direitos. O DA representa os alunos de um curso. O DA pode fazer muitas coisas como discussões sobre perfil e qualidade de ensino, debates, eventos, assembleias, jornais, ir a reuniões de departamento e tudo o que se pode imaginar para defender os direitos dos acadêmicos. As eleições são realizadas anualmente e uma diretoria fica responsável pela condução cotidiana, conforme a legislação em vigor Lei 6.6800 de 06.08.79 portaria 1104, de 31.10.79 e Lei 7.395 de 31.10.85 e artigos 17 e 132 do regimento da UEMA.
Agora responda-nos acadêmicos de Letras, quantos eventos, debates e assembleias vocês participaram durante este quase um ano da gestão “Motivos para fazer”? Participaram de algum evento cultural realizado nesta instituição pela atual coordenação do DA de letras?
A resposta é unânime: NÃO! Isso significa que o movimento estudantil de Letras encontra-se estagnado, o que é preocupante, pois os calouros entram na universidade e se frustram ao ver que ela está funcionando como uma "escolinha" de segundo grau, aonde se chega, assiste a uma aula maçante e vai embora, sem nenhuma atividade extra-sala para participar. Não é assim que queremos ver o nosso DA, totalmente parado!
As atitudes desta gestão contraria ao que rege o estatuto do DA de Letras, no seu artigo 2° nos itens d,e,f: O diretório acadêmico de letras propõe-se a: d) Despertar e incentivar a postura crítica dos estudantes para com as formas de comunicação e produções artísticas, em função da realidade social; e) Promover o desenvolvimento cultural, social e técnico cientifico do corpo discente; f) Promover e incentivar relações do corpo discente com os demais universitários, assim como colaborar com as outras entidades estudantis.
Não é contraditório o lema “Motivos para fazer” e a postura adotada pela atual gestão do DA de Letras?. Um DA meramente figurante.
Acadêmicos, vamos lutar para que o nosso DA deixe de ser figurante e torne-se protagonista, pois o estatuto diz no seu artigo 6° nos itens b,c ; São deveres dos sócios(estudantes): b) Lutar pelo fortalecimento da entidade; c) Zelar pelo patrimônio moral e material da entidade.
É mais que uma obrigação, é um dever cuidar para que o nosso DA não fique jogado, perdido e sem direcionamentos. Vamos à luta... Eleições já!

Movimento: RECE

(Reação Estudantil Contra a Estagnação)

domingo, abril 25, 2010


Tive sonhos, tive amores, hoje tenho dor.
A vida me fez amarga, as pessoas que vive comigo me fizeram infeliz, nasci entre pessoas que da vida fizeram inferno, e da minha vida transtorno. Sou apenas uma jovem querendo a felicidade, sou apenas isso.
O mundo não me ensinou, a vida me enganou, eles me fizeram acreditar que seria feliz, me fizeram tentar lutar por isso e isso me fez sofrer.
Os amantes amam e eu sou amante de mim mesma. Ninguém nunca me amou, ninguém nunca. Amei demais, chorei demais, tentei lutar por liberdade, senti-me acuada, afastada.
Hoje não quero apenas a vida, hoje não quero mais "o mundo", queria apenas um beijo antes de morrer, um beijo de amor, um beijo de paz, um beijo que seja de alegria.
Os amantes se amam, mas amei, amei muito, amei quem não me ama, chorei por quem não me quer. Lutei e não conseguir o que mais queria: Minha opção de decidir minha vida, de mostrar o lado crítico do meu ser.
Amei meu amigo, chorei por amantes, lutei por mim e contra mim, e não conseguir, no entanto, ao menos MORRER.

Enganos, 2010, Dias Sâmera.

Quem sou eu?
Como posso identificar em mim aquilo que querem que eu seja?
Em que momento deixo de existir na minha esseência e passo a ser aquilo que moldaram?
Quem nasci?
Quem sou?
Quem quero ser?
Até que ponto não sou o que me forçaram ser?
Apenas sombra de todas os que me influenciam?
Até que ponto não sou produto daquilo que o dinheiro pode comprar?
Quantas capas tenho que despir até poder me reconhecer?
Quem é esta pessoa que o espelho reflete ?
Quantas caras, quantas bocas possuo?
QUEM SOU EU, AFINAL?